BOLSONARO TERIA MELHOR SORTE COMO HUMORISTA – JOSIAS DE SOUZA, UOL

O encontro de Bolsonaro com a turma do mercado financeiro não teve relevância política. Mas serviu para demonstrar que o capitão não terá dificuldades para se reposicionar no mercado de trabalho se for demitido pelo eleitor do emprego de presidente da República. Bolsonaro pode tentar a sorte como humorista.
Em evento promovido pelo banco BTG Pactual, Bolsonaro soou como se desejasse repreender os operadores do mercado pela passividade com que encaram o favoritismo de Lula nas pesquisas. Mencionou o risco de revisão de reformas como a trabalhista e a previdenciária.

O presidente tratou a liberação do aborto e das drogas como algo inevitável caso os “bandidos” vermelhos reconquistem o Planalto. “Isso não significa nada para a classe pensante do Brasil?”, perguntou Bolsonaro a certa altura, em timbre exaltado. “Acham que podemos flertar com o comunismo?”.
Nos oito anos anos de mandato de Lula, os bancos racharam de ganhar dinheiro. Nessa época, o mercado descobriu que o problema do PT no poder não foi o comunismo, mas o dinheirismo. A legenda tornou-se uma máquina coletora de verbas.


Quando a ruína econômica chegou, Sob Dilma, empresários e investidores saltaram do barco. Hoje, os “bandidos” do centrão, sócios da pilhagem petista, estão fechados com Bolsonaro. O liberalismo que o capitão imagina representar naufragou junto com a biografia de Paulo Guedes.
Dias atrás, o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou que os preços do mercado indicam que a turma do papelório não enxerga risco no eventual terceiro mandato de Lula.


Bolsonaro revela sua vocação humorística ao tentar espantar o mercado com um fantasma mequetrefe, que esconde embaixo do lençol um Lula comunista abraçado a Geraldo Alckmin, um ex-tucano adepto da Opus Dei.


Não há o menor fisco de Bolsonaro ficar sem emprego. Se for enviado ao olho da rua pelo eleitor, pode tentar a sorte em shows de stand up comedy.

BOLSONARO TERIA MELHOR SORTE COMO HUMORISTA – JOSIAS DE SOUZA, UOL
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