A história cobra seu preço – BENEDITO JOSÉ ALMEIDA FALCÃO, JORNAL DA CIDADE

Quando Hitler, em sua loucura e crueldade, ascendeu ao poder na Alemanha, usou três estratégicas básicas: a exaltação do nacionalismo, a militarização do Estado e a propaganda massiva – delegada ao demoníaco Gobbels. Na época, tudo parecia maravilhoso: o povo enchia praças para ovacioná-lo e países importantes como Itália e Japão se aliaram ao poderio alemão. Em outros países, houve pouca resistência, numa omissão conveniente. Na França, mulheres se ofereciam como cortesãs ao oficialato nazista… Impiedoso, o III Reich estendia seus braços por toda a Europa, perseguindo e aniquilando as minorias opositoras.

Passaram-se apenas 6 anos e o covarde e insano Hitler se suicidou ao lado de seu braço direito Gobbels. Mussolini já havia sido derrubado do poder e linchado em praça pública.

O Japão havia sido arrasado, diante da recusa do Imperador Hirohito em capitular e admitir que se pusera do lado errado, expondo seu povo e destruindo seu país

O alto escalão militar do nazismo foi julgado em Nuremberg. Nos campos de concentração, o general Patton forçava a população civil alemã a visitar os campos de extermínio e enterrar os mortos, para que não se esquecessem que foram corresponsáveis pelo holocausto, ao apoiarem Hitler. Na França, as prostitutas que serviam voluntariamente aos nazistas foram perseguidas pelo povo, nas ruas de Paris, pela conivência lasciva.

Como no trecho “Ó Fortuna”, da cantata “Carmina Burana”, de Carl Orff, a roda do destino gira… Um dia os tiranos são destruídos… seus apoiadores perecem… os cúmplices omissos são lembrados de suas responsabilidades… e os que se prostituíram, seduzidos pelo fetiche das fardas, acabam nas mãos dos, outrora, desumanizados…

O tempo passa rápido… e um dia, sem que ninguém se dê conta… a história, em sua justiça, vem cobrar seu preço…

(E.T.: qualquer semelhança com fatos e atitudes é mera coincidência… ou não…)

O autor é colaborador de Opinião.

A história cobra seu preço – BENEDITO JOSÉ ALMEIDA FALCÃO, JORNAL DA CIDADE
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