Alvo de críticas, Pazuello considera abreviar passagem pela Saúde – VEJA.COM

General à frente do ministério tem dito a interlocutores que Planalto deve escolher logo um titular para a pasta

Por Mariana Muniz – Atualizado em 14 Jul 2020, 14h06 – Publicado em 14 Jul 2020, 14h07

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, durante uma cerimônia de hasteamento de bandeira em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília Adriano Machado/Reuters

A crise aberta pelas críticas de Gilmar Mendes ao comando “militar” na Saúde fez o próprio ministro, o general Eduardo Pazuello, repensar o tempo em que passaria como interino no ministério.

O general é cumpridor de missão, vinha fazendo um trabalho satisfatório sob o ponto de vista dos secretários estaduais de saúde – o que não é pouca coisa – , mas percebeu que só a parte “executiva” não basta para tocar uma pasta com a complexidade da Saúde.

É preciso sustentação política e, sobretudo, respaldo do setor, o que continuariam sendo pontos fracos de Pazuello, que viveria ouvindo os mesmos comentários sobre “a falta de um titular na Saúde em plena pandemia”.

A auxiliares próximos, o general reconheceu que o clima instalado na pasta não favorece mais sua atuação. Ele também concorda que o Planalto deve escolher logo um titular para a pasta.Continua após publicidade

O general não pretende abandonar a missão que lhe foi dada e seguirá fazendo o seu trabalho até que o presidente escolha o novo ministro, mas também está na torcida para que seja logo.

Pazuello vinha, há algum tempo, manifestando preocupação com o prolongamento de sua estadia no cargo. Segundo seus interlocutores, ainda não está nos seus planos passar para a reserva. Ele deseja seguir liderando missões na caserna.

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