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Política

Referência a ato de arbítrio erode autoridade de Guedes como pilar da estabilidade

Paulo Guedes, ministro da Economia (Adriano Machado/Reuters)

Infeliz é adjetivo ameno para qualificar a referência do ministro Paulo Guedes ao ato institucional que, para usar expressão de Élio Gaspari, escancarou a ditadura. Evidente que ele não fez a invocação no sentido da defesa, mas deixou no ar a sombra de uma ameaça típica de quem trabalha com a lógica de acerto de contas com o passado.

O que até combina com o modo de pensar de um Eduardo Bolsonaro, soa a sabujice destrambelhada na boca de um homem que se diz empenhado na tarefa de contribuir para o compromisso do Brasil com o futuro. Além da grande confusão que causou no mercado, Guedes aliou-se a uma obsessão recorrente na ala retrógrada do governo da qual, até então, era visto como distante e em boa medida até como contraponto.

O ministro consegue, com isso, fazer com que se perca o necessário tempo para rebatê-lo e trazê-lo à realidade e, mais grave, com sua atitude erode a própria autoridade como pilar fiador da estabilidade num governo de comando instável. Nesses tempos de vitórias colhidas por um Flamengo revitalizado pela competência, objetividade de propósitos e rumo certo, o comandante da pasta da Economia marcou um golaço contra.

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