Bolsonaristas “somem” com faixas pró-AI-5, criticam Centrão e vaiam Moro – VEJA.COM

Receio de inquérito no STF faz seguidores do presidente diminuírem o tom

Por Evandro Éboli – 9 maio 2020, 15h18

Trio elétrico pró-Bolsonaro: ato deste sábado na Esplanada// Evandro Éboli/VEJA

Depois de seguidos atos antidemocráticos, que pregavam a intervenção militar e o fechamento do Congresso e do STF, bolsonaristas, agora alvos de uma inquérito no Supremo, esconderam essas faixas e gritos de guerra, que também incluía a volta do AI-5.

Dezenas de apoiadores do presidente, em número menor que das vezes passadas, foram para a Esplanada neste sábado em defesa de Bolsonaro. Com receio de eventual impeachment, já decidiram que todo domingo, agora, estarão nas ruas.

Uma locutora que conduzia a manifestação em cima de um tiro elétrico, disse que não era verdade que pediam a volta da ditadura nem promoviam a antidemocracia.

Culpou a imprensa.

Num tom bem menos ameaçador, criticaram os ministros do STF, que foram chamados de “ditadores”, pediram afastamento de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia e vaiaram Sergio Moro, que até foi poupado nas faixas e cartazes. Não citaram seu nome.

“Dizem que nosso ato é a favor de Sergio Moro. Não é verdade. Uma vaia para o Moro”, pediu a locutora, atendida pelo grupo.

Os hits eram levados pela “La Banda Lôka Liberal”, de Porto Alegre (RS), que, nas suas letras, atacavam o Centrão, justo o Centrão, novos aliados do Palácio do Planalto e que estão sendo beneficiados com cargos.

“E dá-lhe alegria no meu coração/ o povo veio fazer a revolução/ quebramos toda esquerda e o Centrão”, diziam versos das músicas.

Desde a confusão da semana passada, quando agrediram jornalistas em frente ao Palácio do Planalto – e também são investigados por isso – os seguidores de Bolsonaro estão mais cuidadosos. Durante a semana, líderes de movimentos pediram para ninguém levar faixas estimulando golpe ou fechamento de Congresso e STF.

MEU COMENTARIO:

Dá para se ver que tudo está bem ensaiado, bem orquestrado, num dia morde, noutro dia assopra, bem no estilo do chefe.

Nos tempos do PT, dizia-se que a turba de apoiadores custava um sanduíche de mortadela e uma nota de dez.

Quanto será que os mitômanos do Bolsa exigem para semanalmente atuarem conforme o script?
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