Brandão, do Banco do Brasil, tem duas opções: demissão ou humilhação – MIRIAM LEITÃO, CBN

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Brandão, do Banco do Brasil, tem duas opções: demissão ou humilhação

Por Míriam Leitão14/01/2021 • 09:43A fritura do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, após o anúncio da reestruturação da instituição, mostra a visão rudimentar da economia e prosetilismo político do presidente

.Ninguém tem autonomia no governo. O ministro Paulo Guedes cumpre ordens e engaveta os projetos. Bolsonaro tem seus ímpetos intervencionistas. Neste caso, a gravidade é que o Banco do Brasil tem sócios privados, ao contrário da Caixa. Isto é abuso do acionista controlador. O presidente tem o direito de decidir o administrador, mas a partir daí o gestor deve ter autonomia.

Não vou entrar no mérito se as mudanças no Banco do Brasil são boas ou ruins. A entrada de André Brandão foi comemorada por ser um profissional do mercado, veio do HSBC, e pronto para preparar a instituição para ser mais competitiva no setor bancário, neste momento de fortalecimento das fintechs e mudança nos meios de pagamento. Brandão tem duas opções: ou é demitido, ou fica e passa pela situação humilhante de não poder tomar nenhuma decisão que contrarie o presidente.

Bolsonaro se irritou porque a notícia da demissão voluntária de cinco mil pessoas aconteceu no mesmo dia da notícia da saída da Ford, com a demissão de pelo menos cinco mil trabalhadores. E isto poderia criar ruído  no momento que o presidente está preocupado com a disputa pela Câmara e pelo Senado. Ele mentiu durante a campanha de que seria conservador nos costumes e liberal na economia, e o mercado ficou no processo de autoengano. Guedes não conseguiu fazer nenhuma privatização nem abertura da economia, tudo que faz parte do cardápio liberal. 

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