Com slogan do ex-marido, Rogéria Bolsonaro lança pré-candidatura no Rio – VEJA.COM

Ela é ex-vereadora e tentará novamente ocupar uma cadeira na Câmara Municipal pelo Republicanos, partido da Igreja Universal

Por Cássio Bruno – Atualizado em 27 Jul 2020, 13h35 – Publicado em 27 Jul 2020, 13h20

Rogéria Bolsonaro, pré-candidata a vereadora no Rio de Janeiro pelo Republicanos Reprodução/VEJA.com

Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), confirmou neste domingo a sua pré-candidatura a vereadora do Rio de Janeiro pelo Republicanos. Ela divulgou um vídeo em suas redes sociais. Então cogitada para ser vice do prefeito Marcelo Crivella, também do Republicanos, Rogéria mostrou aos seguidores a bandeira do Brasil e reproduziu o slogan usado pelo ex-marido na campanha eleitoral de 2018: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos“. Na gravação, apresentou-se vestida com uma blusa verde e um acessório amarelo no pescoço, além de um crucifixo.

“Olá, sou Rogéria Bolsonaro, pré-candidata a vereadora no Rio de Janeiro. Vamos ocupar nossos espaços, defendendo os princípios que acreditamos baseados em nossos valores cristãos, como os criados por Deus. Vamos juntos”, afirmou ela, em 26 segundos. Atualmente, ela está nomeada assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no gabinete do deputado estadual Anderson Moraes (PSL). Segundo a folha de pagamento de abril, a última divulgada até o momento, Rogéria tem um salário líquido de R$ 5,5 mil.

Rogéria é mãe do senador Flávio Bolsonaro, investigado por suspeita de chefiar, de acordo com o Ministério Público, um esquema de rachadinha quando ainda era deputado estadual. Para os promotores, Flávio ficava com parte dos salários dos servidores de seu gabinete. O dinheiro seria entregue pelos funcionários ao ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro e que está em prisão domiciliar. Flávio sempre negou as irregularidades. Ela também é mãe do vereador Carlos Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em março, Flávio e Carlos se filiaram ao Republicanos (antigo PRB), partido ligado ao bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Rogéria também foi para a legenda, ocupada em sua maioria por evangélicos. A ida do clã Bolsonaro para a sigla ocorreu porque o Aliança pelo Brasil, partido de Jair Bolsonaro, não será legalizado a tempo das eleições municipais deste ano.

Carlos Bolsonaro está no quinto mandato e disputará a reeleição mesmo com a mãe no páreo. Rogéria já havia sido eleita vereadora em 1992 e 1996. Em 2000, ela perdeu a eleição, mas Carlos conseguiu a vaga pela primeira vez quando tinha 17 anos.

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