Começa a ser cozinhado um novo sapo para Moro engolir – RICARDO NOBLAT, EM VEJA.COM

De superministro a ministro apenas

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O presidente Jair Bolsonaro conseguiu, ontem, o apoio dos secretários estaduais de Segurança Política para a criação de um ministério exclusivo para essa área.

O Ministério da Segurança Pública foi criado pelo então presidente Michel Temer com a missão de combater a violência urbana. Raul Jungmann foi seu primeiro ministro.

Para atrair o então juiz Sérgio Moro e conferir-lhe o status de superministro, Bolsonaro fundiu o Ministério da Segurança Pública com o Ministério da Justiça.

Desde o final do ano passado cogita separá-los outra vez. Quer pôr no da Segurança Pública o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), seu amigo. Contentará a bancada da bala na Câmara.

Se o fizer, enfraquecerá Moro que há muito tempo perdeu a condição de um dos dois mais poderosos ministros do governo – o outro, Paulo Guedes, da Economia, ainda conserva o título.

Será mais um sapo que Moro acabará engolindo sem fazer cara feia. Acostumou-se a engolir sapos e a bater continência. O destino de Moro está mais nas mãos de Bolsonaro do que nas dele.

Poderá ser indicado para uma das duas vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal a serem abertas até o final de 2021 – a primeira, de Celso de Mello, ainda este ano.

Se Bolsonaro precisar de Moro para se reeleger presidente, o ex-juiz poderá ser seu vice, substituindo o general Hamilton Mourão. Improvável é que seja candidato a presidente contra Bolsonaro.

A pecha de traidor costuma ser mortal.

Começa a ser cozinhado um novo sapo para Moro engolir – RICARDO NOBLAT, EM VEJA.COM
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