CONSOLIDA-SE NA SAÚDE UMA GESTÃO HÍBRIDA: BOLZUELLO, JOSIAS DE SOUZA, BLOG NO UOL

A efetivação de Eduardo Pazuello no cargo de ministro, num instante em que o país contabiliza mais de 134 mil mortos por covid-19, marca a consolidação da gestão Bolzuello na pasta da Saúde. Bolzuello é um híbrido resultante da cruza do negacionismo do capitão Jair Bolsonaro com o servilismo do general Eduardo Pazuello.

Na gestão do ortopedista Henrique Mandetta, Bolsonaro pregava uma coisa, o ministro fazia o contrário. Na curta passagem do oncologista Nelson Teich, o presidente tomava decisões sem consultar o ministro. Com Bolzuello, atingiu-se o estágio da perfeição insignificante. Bolsonaro decide, Pazuello diz “amém”.

Na cerimônia de posse do ex-interino, o presidente voltou a enaltecer os poderes curativos da cloroquina. Na prática, chamou cientistas, chefes de Estado e a população mundial de imbecis. Dispondo de um remédio capaz de deter o coronavírus, é incompreensível que o Brasil e o mundo tenham permitido a morte de mais de 900 mil infectados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

MEU COMENTÁRIO:

O fato que extravaza é que Bolsonaro não admite no Ministério, ninguém que não lhe seja inteiramente submisso, com ressalvas para Paulo Guedes, ainda a se confirmar.

Isto posto, o ministro da saúde de fato é o próprio Bolsonaro, razão por que o articulista Josias de Souza bem o apelidou pelo nome correto: Bolzuello, uma mistura híbrida, com prevalência do capitão sobre o general.

Poderia ser digerível exceto por um fato: na gestão interina do general, o número de mortes por Covid aumentou 9 vezes, segundo o jornal Estadão.

Como é de seu feitio, Bolsonaro assumirá os créditos e transferirá para o general submisso a culpa pelos erros e mal feitos.

Nada de novo sob o sol e a seca de Brasilia...

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