Danilo cortado do banco é um tapa na cara do torcedor brasileiro – VITOR GUEDES, UOL

OPINIÃO

Quem, como eu, achava que o amistoso contra a Coreia do Sul não teria nenhuma importância se enganou.

Não, óbvio, em relação à inutilidade do “teste” como preparação para a Copa do Mundo. Um dia depois de a Argentina enfiar 3 a 0 na Itália e que as potências europeias estão sempre duelando, considerar que o amistoso contra a fraca Coreia serve como parâmetro para alguma coisa é piada. Não, não serve. Fazer gol e jogar bem contra a Coreia, com todo o respeito a Gabriel Jesus e Alex Sandro, não é parâmetro para absolutamente nada.

Mas serviu, claro, para mostrar, ou, melhor dizendo, reiterar, o descaso total, absoluto e absurdo da entidade CBF e da comissão técnica da CBF da seleção brasileira pelos clubes e, pois, torcedores dos times brasileiros.

Domingo tem Palmeiras x Atlético-MG, atual bicampeão da América e atual campeão brasileiro, líder e vice-líder do Brasileiro, e Tite levou Danilo para a Coreia para cortá-lo até do banco: é mais do que o armagedon, é o apocalipse now redux coming soon! O atleticano Arana também não participou um mísero minuto, mas, ao menos, viu o 5 a 1 protocolar do banco de reservas.

Sempre defendi e ainda defendo que o técnico da seleção brasileira, seja o Tite, agora, ou qualquer outro antes e depois, não é responsável pelo calendário e, pois, tem mais que o direito, o dever de convocar os melhores.

Sim, mas tudo tem limite. Convocar acima do limite permitido para ficar na reserva para cortar até do banco é um escárnio. Depois a rapaziada não entende, ou finge não entender, porque, cada dia mais, muitos torcedores perderam a vontade de torcer pela seleção e, em alguns casos, até torcem contra.

Alguém dirá, sem razão, que os Gabrieis do Arsenal, Magalhães e Martinelli, também foram cortados do banco. Mas o Arsenal está de férias…

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

Danilo cortado do banco é um tapa na cara do torcedor brasileiro – VITOR GUEDES, UOL
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