Depois da cloroquina, os Bolsonaro apostam em spray nasal- RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

Enquanto isso, aproxima-se o apocalipse sanitário

Por Ricardo Noblat Atualizado em 8 mar 2021, 05h42 – Publicado em 8 mar 2021, 09h00

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o chanceler israelense, Gabi Ashkenazi, posam para foto depois de Araújo levar "esporro" por não usar máscara
Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o chanceler israelense, Gabi Ashkenazi, posam para foto depois de Araújo levar “esporro” por não usar máscara Reprodução Twitter/Reprodução

Há pouco mais de uma semana, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que mandaria uma comitiva a Israel atrás de um spray nasal que estaria operando milagres no tratamento da Covid.

Como a Justiça cobrou-lhe melhores explicações a respeito, ele passou a dizer que a comitiva discutiria acordos na área de ciência e tecnologia e trocaria informações sobre vacinas.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos integrantes da comitiva, a primeira coisa que fez ao chegar por lá foi confirmar o interesse do governo do seu pai pelo tal do spray.

A comitiva é chefiada por Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, que ontem foi advertido por um funcionário do governo israelense para que usasse máscara em prédios públicos.

Segundo o Zero Três, “o novo medicamento, chamado EXO-CD24, tem tido uma eficiência perto de 100% nos primeiros testes com relação ao combate à Covid-19”. Foi o que ele leu num folheto.

Até agora, a droga foi testada apenas em 30 voluntários em estado grave internados no Hospital Ichilov. O inventor da droga diz que 29 deles se recuperaram em três a cinco dias.

A direção do hospital está interessada em testar a droga no Brasil cujo povo é famoso “por ser miscigenado, com material genético bem diversificado”, justificou Eduardo.

Não há tratamento preventivo contra o vírus que tenha se revelado eficaz em parte alguma do planeta, assevera a Organização Mundial da Saúde.

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