Eleições municipais só se o coronavírus passar rápido – RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

O pico da doença está previsto para junho ou julho

Por Ricardo Noblat – 20 mar 2020, 09h00

Eleição TSE/VEJA

Por ora, segundo líderes de partidos com ou sem representantes no Congresso, ainda é cedo para que se discuta se as eleições municipais de outubro próximo devem ser adiadas ou não.

Mesmo assim, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) espera protocolar ainda hoje um projeto que adia as eleições e prorroga por dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

O ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-GO), da Saúde, comentou com um amigo, esta semana, que tudo indica que “em setembro ainda estaremos enterrando os nossos mortos”.

Nos anos 80, com a ditadura militar ainda forte, um deputado do MDB do Mato Grosso, Dante de Oliveira, quis emendar a Constituição para tornar direta a eleição presidencial.CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A emenda das “Diretas, Já” dormiu na gaveta por um longo tempo. E embora, em 1985, tenha atraído a maioria dos votos na Câmara, não atraiu o número necessário para ser aprovada.

Em 1995, logo depois da posse do presidente eleito Fernando Henrique Cardoso, o deputado Mendonça Filho apresentou um projeto que instituía a reeleição presidencial.

Ninguém, a princípio, deu muita importância. O projeto acabou aprovado e tornou-se mais amplo, garantindo a reeleição para presidente, governador e prefeito.

Ramalho está convencido de que o coronavírus não dará uma trégua antes do final do ano. O início da campanha eleitoral está marcado para meados de agosto.

Como fazer campanha sem povo e candidatos nas ruas?

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