ENTREVISTA : CHEFE NÃO GOSTOU – RICARDO NOBLAT, EM VEJA.COM

Entrevista de Moro no Roda Viva desagradou a Bolsonaro

Pisadas na bola

Em discurso, Sérgio Moro fez declarações sobre violência doméstica Evaristo Sa/AFP

É difícil agradar ao presidente Jair Bolsonaro. Por mais que tenha se esforçado para isso, o ministro Sérgio Moro, da Justiça, não conseguiu completamente ao longo de uma hora e meia de entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Bolsonaro não gostou dos comentários de Moro em relação a três assuntos, pelo menos: juiz de garantias, a demissão do filonazista Roberto Alvim da Secretaria de Cultura e o combate à corrupção.

Moro criticou a criação da figura do juiz de garantias, destinado a conduzir processos criminais, cabendo a um segundo juiz apenas sentenciar o réu. Bolsonaro sancionou o que o Congresso aprovara.

O ministro disse ter dado sua opinião a Bolsonaro sobre o episódio protagonizado por Alvim, que plagiou parte de um discurso do mago da propaganda nazista, o alemão Joseph Goebbels.

E acrescentou ainda que aprovou a decisão do presidente de demiti-lo porque a situação de Alvim se tornara “insustentável”. Bolsonaro achou que Moro foi muito além dos seus chinelos.

Ministro existe para auxiliar e aconselhar presidente. Não para julgar suas decisões, segundo Bolsonaro. Muito menos para revelar mais tarde que o aconselhou nessa ou naquela direção.

Por último, a corrupção. Nas respostas dadas, Moro teria se se colocado como o elemento central do combate à corrupção, diminuindo o papel do governo e do próprio Bolsonaro.

MEU COMENTÁRIO:

Moro está certo e o presidente errrado, para variar.

Que papel Bolsonaro exerceu no combate à corrupção, antes, durante e depois da Lava Jato?

Resposta: nenhum.

Ou melhor, ou pior, se quiserem, ele ainda era o deputado federal do baixo clero fluminense, enrolado com os milicianos e os queiroz da vida, e dia sim, outro também, proferindo suas asnices que a midia publicava com prazer, pois a fonte era um prato cheio.

Cala a boca Bolsonaro, teu passado te condena…

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