EXCLUSÃO DE MILICIANO DA LISTA DE MORO PEGA MAL – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS

Elaborada pelo Ministério da Justiça, a lista dos bandidos mais procurados do Brasil exclui o nome do miliciano foragido Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A exclusão não faz bem à biografia do ministro Sergio Moro. Nesse episódio, o ex-juiz da Lava Jato está na posição de mulher de César: não basta parecer, é preciso ser honesto.

O capitão Magalhães, como é conhecido, ostenta o apelido de “Caveirão”. É um velho amigo de Fabrício Queiroz, o ‘faz-tudo’ da família Bolsonaro. Duas parentes do fujão —uma filha e a mulher— fizeram escala na folha salarial tóxica do gabinete de Flávio Bolsonaro na época em que o Zero Um dava expediente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Alega-se na pasta da Justiça que o amigo do amigo dos Bolsonaro praticava seus crimes em âmbito local, não nacional. O problema é que há na lista do ministério pelo menos outros dois milicianos que ostentam condições análogas. Moro ainda pode se reposicionar em cena. Basta incluir o nome de Magalhães na sua lista.

EXCLUSÃO DE MILICIANO DA LISTA DE MORO PEGA MAL – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS
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