FALTA O ESSENCIAL NA BRIGA PELO ORÇAMENTO -= JOSIAS DE SOUZA – BLOG DO JOSIAS

As relações do Executivo com o Legislativo se estilhaçam numa briga por R$ 30 bilhões do Orçamento da União para 2020. Falta à pancadaria algo essencial.

Ganha uma viagem de ida à China quem for capaz de apontar uma pessoa que tenha mencionado a expressão “política pública” em cima do ringue.

Ganha o bilhete de volta quem souber quais políticas os parlamentares querem impor com o orçamento impositivo e quais Jair Bolsonaro deseja preservar.

Em 2015, Eduardo Cunha colocou em votação a imposição das emendas orçamentárias individuais.

Fez isso para fustigar Dilma Rousseff, a então inquilina do Planalto. Aprovou a novidade com o voto do então deputado Jair Bolsonaro.

Em 2019, Rodrigo Maia levou à pauta e aprovou proposta que tornou impositivas também as emendas coletivas.

Votou a favor Eduardo Bolsonaro, o filho Zero Três do capitão que, agora do outro lado do balcão, não consegue articular-se com ninguém. Dedica-se a brigar.

No Congresso, Bolsonaro implodiu até o próprio partido. Virou pó a ideia de negociar com “bancadas temáticas”.

Para ladrilhar seu caminho rumo à reeleição, Bolsonaro precisa do Legislativo para aprovar as reformas que prometeu. E cada parlamentar defende os interesses de sua base eleitoral.

Nesse sistema de trocas, não há freiras carmelitas descalças. Antes que as transações descambem para a obscenidade, convém acender a luz.

FALTA O ESSENCIAL NA BRIGA PELO ORÇAMENTO -= JOSIAS DE SOUZA – BLOG DO JOSIAS
Rolar para o topo