FIM DO DPVAT: DE QUANTO SERÁ A ECONOMIA? – VEJA.COM

Valores são pagos anualmente e variam entre os diferentes tipos de veículo; nos últimos dez anos, foram pagas mais de 485 mil indenizações

Trânsito na Avenida Radial Leste na altura da estação Tatuapé, do metrô.

Trânsito na Avenida Radial Leste na altura da estação Tatuapé, do metrô. (Gero Rodrigues/Ofotografico/Folhapress)

A extinção do seguro obrigatório DPVAT por parte do presidente Jair Bolsonaro vai provocar um alívio leve ao bolso da maioria dos motoristas. Pago durante o licenciamento do veículo, o DPVAT é um seguro obrigatório que protege os brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa, e será descontinuado a partir de janeiro de 2020, por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente nesta segunda-feira, 11.

Em 2019, o valor do seguro para motoristas de carros particulares é de 16,21 reais. O preço cobrado aos motoristas de caminhões é similar ao de veículos de passeio, 16,77 reais. Para os motociclistas, porém, o valor é mais elevado, de 84,58 reais. De acordo com dados do próprio seguro, 2,5 milhões de pessoas se tornaram permanentemente inválidos para o trabalho e outros 200 mil morreram em consequência de acidentes de moto. Para os condutores de ônibus e micro-ônibus, os valores variam de 25,08 reais a 37,90 reais anuais

Nos últimos dez anos, foram pagas mais de 485 mil indenizações do seguro obrigatório por este tipo de ocorrência, sendo as motocicletas as principais responsáveis.

A medida provisória que acaba com o seguro entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. Porém, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em 120 dias desde a publicação do texto no Diário Oficial da União para não perder a validade.

Criado em 1966, o seguro DPVAT pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de 13.500 reais), invalidez permanente (de 135 reais a 13.500 reais) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até 2.700 reais).

MEU COMENTÁRIO:

Considerando a insignificância dos custos do seguro para os segurados , conforme o parágrafo supra em negrito, soa muito esquisita essa extinção por Medida Provisória.

Já circulam comentários que a medida seria para atingir Luciano Bivar que tem uma seguradora que cobre grande parte do nordeste.

Está parecendo um tipo de “vendetta”

Aguardam-se mais esclarecimentos…

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