Há uma nítida queda técnica de Messi e de Cristiano Ronaldo – TOSTÃO, FOLHA

Há uma nítida queda técnica de Messi e de Cristiano Ronaldo
Os dois farão ainda belíssimos gols, mas sem a regularidade de antes

Atlético e Flamengo se enfrentam neste domingo (20) pela Supercopa, em Cuiabá. A escalação e a maneira de jogar do Flamengo são incógnitas. O time vai atuar com três zagueiros? Filipe Luís será o terceiro zagueiro pela esquerda? Everton Ribeiro vai atuar pela direita, pela esquerda, de meia ou de ala? Bruno Henrique, se jogar, vai na função de ala ou de atacante pela esquerda? Gabigol e Pedro farão uma dupla no ataque?

Nunca foi problema Pedro e Gabigol jogarem juntos. A dificuldade é escalar os dois mais Bruno Henrique, formando um trio de atacantes. Imagino que o mais provável será o Flamengo repetir a escalação dos anos anteriores.

Bruno Henrique, quando jogava no Santos, era apenas um bom jogador pelos lados, que atacava e voltava para marcar. No Flamengo, explodiu, atuando de atacante, da esquerda para o meio. Algo parecido pode ocorrer com Róger Guedes no Corinthians. Ele não é um centroavante nem um ponta aberto. É um atacante que atua da esquerda para o centro, próximo ao centroavante, como fez, com sucesso, no Atlético.

No Galo, saiu um ótimo zagueiro, Júnior Alonso, e entrou outro do mesmo nível, Godín. O uruguaio é mais experiente e mais lento. Existe um temor de que, se o Atlético avançar a marcação, Godín não terá velocidade para conter os contra-ataques do adversário. O jogo vai dizer. O novo treinador, “El Turco” Mohamed, deve manter a maneira de jogar e quase a mesma escalação usada por Cuca.

Na Europa, no clássico do meio de semana, pela Liga dos Campeões, parecia um time grande (PSG) contra um pequeno (Real Madrid). O time espanhol, como é habitual, marcou mais atrás, com nove jogadores, mas, quando recuperava a bola, não conseguia, o que é raro, trocar passes até o outro gol ou contra-atacar em velocidade, com Vinicius Junior, pela esquerda. O time ficou acuado, pelos erros na saída de bola da defesa e, principalmente, porque o PSG, surpreendentemente, fazia uma excepcional marcação por pressão e recuperava a bola facilmente.

Vinicius Junior, mais uma vez, o que tem sido frequente nos últimos jogos, inclusive na seleção, teve atuação discreta. Tite e Carlo Ancelotti estão preocupados. Deveriam bater um papo.

Neymar entrou no meio do segundo tempo e deu um belo passe de calcanhar para Mbappé, que driblou dois jogadores e fez um belíssimo gol. Se não fossem a excepcional atuação do goleiro Courtois, os erros de finalização e o pênalti desperdiçado por Messi, poderia ter sido uma goleada.

Percebo, há mais ou menos um ano, uma nítida queda técnica de Messi e de Cristiano Ronaldo. Os dois continuam atuando bem, mas longe dos grandes momentos. Esse declínio, que pode ser progressivo, ocorre por causa da idade e do cansaço mental, uma diminuição da ambição e da obsessão de tentar, todos os dias, ser excepcional, melhor que os outros. Evidentemente, os dois farão ainda belíssimos gols, mas sem a mesma regularidade de antes, até que o brilho e a chama se apaguem. Ninguém é eterno.

Há uma nítida queda técnica de Messi e de Cristiano Ronaldo – TOSTÃO, FOLHA
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