Hugh Jackman brilha na absurda trama real de ‘Má Educação’ – ISABELA BOSCOV, VEJA.COM

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Filme da HBO conta história de esquema de corrupção revelada pelo jornal de uma escola

Por Isabela Boscov – 1 maio 2020, 07h00

MORAL TORTA - Hugh Jackman e Allison Janney em Má Educação: idealismo pervertido pela vaidade Divulgação/HBO

(Bad Education, Estados Unidos, 2019. HBO Go) Frank Tassone (Hugh Jackman), superintendente do distrito escolar de Roslyn, em Nova York, é querido e respeitado: tem tempo para todos os pais, alunos e funcionários que o procuram com seus problemas, envolve-se na vida da comunidade e, o principal, catapultou as escolas públicas da área ao topo da lista de eficiência acadêmica — o que, por seu lado, se traduziu em uma alta no mercado imobiliário local. Bastam um par de recibos fora de lugar e uma aluna determinada a brilhar no jornalzinho do colégio, porém, para o castelo de Tassone e de sua fiel colaboradora Pam (Allison Janney) começar a ruir, deixando à mostra um estarrecedor e prolongado esquema de corrupção. Baseando-se em um caso verídico (aliás, de fato revelado pelo jornal da escola), o filme do jovem diretor Cory Finley expõe mais do que a fraude: na interpretação excelente de Jackman, tem-se também um retrato desolador do idealismo pervertido pela vaidade e pelo oportunismo.

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