Jogo jogado antes mesmo de começar – RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

Inquérito contra Bolsonaro será arquivado

Por Ricardo Noblat – Atualizado em 25 Jul 2020, 05h55 – Publicado em 25 Jul 2020, 09h00

VINGADOR - Aras: investigações para mostrar erros e abusos da Lava-Jato. Geraldo Magela/Ag. Senado

Só não se sabe ainda a data, mas dez entre dez cabeças coroadas da República dão como certa a decisão de Augusto Aras, Procurador-Geral da República, de arquivar o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou ou não intervir na Polícia Federal, o que provocou a demissão de Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça.

É jogo jogado. Ou melhor: é jogo jogado desde antes de ter começado de fato a ser jogado. Bolsonaro sempre soube disso sem que Aras precisasse lhe dizer com todas as letras. Moro também. E o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que preside o inquérito. A decisão cabe unicamente a Aras. E ele já a tomou.

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril último mostra que Bolsonaro ameaçou demitir Moro se ele não substituísse o superintendente da Polícia Federal no Rio. E deixa claro por que Bolsonaro queria a substituição. Mas, e daí? Aras deve o cargo que ocupa a Bolsonaro. E somente a ele. E não será mal agradecido

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