Luiz Eduardo Ramos, mais um general que deve se cuidar no cargo – RICARDO NOBLAT, EM VEJA.COM

PILOTO - Ramos: cuidar da articulação do governo é ser “surfista de tsunami” Adriano Machado/Reuters

Autorizado pelo presidente Bolsonaro, o esvaziado chefe da Casa Civil da Presidência, Onyx Lorenzoni, quer recuperar a função de articulador político do governo que perdeu para o general da ativa Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo.

Ramos e Bolsonaro são amigos há mais de 40 anos. Mas isso não significa que o general é irremovível do cargo. O ex-ministro Santos Cruz, tão amigo de Bolsonaro quanto Ramos, parecia também irremovível. Até que trombou com os garotos Bolsonaro.

Ramos não tem problemas com a nova família imperial brasileira. Políticos é que reclamam porque ele é muito agradável, gentil, atencioso, mas pouco eficiente. Por eficiente, entenda-se: não satisfaz plenamente o apetite deles por dinheiro e cargos.

Bolsonaro finge que seu governo não distribui cargos e nem dinheiro. Só para aprovar a reforma da Previdência, pagou algo como 40 milhões de reais por voto. Jogou na conta da liberação de dinheiro reservado a emendas ao Orçamento. E em outras contas.

Bolsonaro diverte-se mantendo seus auxiliares sob tensão. Para mandar mais, joga uns contra os outros. Não tem especial apreço por nenhum. Desconfia de todos. Dão-se melhor os que trabalham à distância segura dele. Às vezes, nem esses. Bolsonaro é tóxico.

Luiz Eduardo Ramos, mais um general que deve se cuidar no cargo – RICARDO NOBLAT, EM VEJA.COM
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