Ministro do Meio ambiente atira no pé e acerta no próprio peito – RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

À espera de um prêmio de consolação

Por Ricardo Noblat – Atualizado em 29 ago 2020, 06h15 – Publicado em 29 ago 2020, 09h00

 Arte/VEJA

Acostumado a dar tiros no pé, desta vez o desastrado e inepto ministro do Meio Ambiente do inepto governo de Jair Bolsonaro acertou no próprio peito ao anunciar o que não devia: a suspensão, por falta de verbas, de todas as ações de combate às queimadas e ao desmatamento no país.

Foi um pipoco e tanto, e logo quando países da União Europeia ameaçam não ratificar o acordo comercial com o Mercosul anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro no início do seu governo. Coube ao vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia, desmentir Salles.

Ao ver-se metido numa saia justa e, no caso de Salles, justíssima, qualquer ministro disposto a preservar o emprego se calaria ou pediria desculpas públicas. Mas que nada. Salles rebateu o desmentido de Mourão. E reafirmou que as verbas haviam sido cortadas, sim. Só foram restabelecidas porque ele esperneou.

Salles é um morto-vivo no cargo desde que Bolsonaro escalou Mourão para ministro de fato do Meio Ambiente. Se dependesse dos militares que cercam o presidente, já teria sido despachado. É possível que aposte numa saída à Weintraub – o inepto ministro da Educação que perdeu o cargo, mas ganhou outro no exterior.

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