OS LIVROS EXISTEM PARA SEREM LIDOS – O GLOBO, RJ

‘Os livros estão aí para serem lidos; perigoso é não ler, é censurar’, diz presidente da ABL

Marco Lucchesi critica tentativas de censura e defende a instauração de um ‘estado de emergência’ para tirar a leitura da condição de calamidade no BrasilBruno Alfano17/02/2020 – 04:30

Marco Lucchesi é presidente da ABL Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Marco Lucchesi é presidente da ABL Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO — Num país que tem mais de 100 milhões de analfabetos funcionais, o governo federal, em vez de tomar medidas importantes para atacar este problema, investe em um “macartismo de quinta categoria”, perseguindo autores e temas por motivos ideológicos.

Essa é a visão do imortal Marco Lucchesi, 56 anos, professor de Literatura Comparada da UFRJ e presidente da ABL, que se manifestou com veemência após os recentes episódios de tentativa de censura de livros em Rondônia e em presídios de São Paulo.

Ele defende que o governo declare algo semelhante a um “estado de emergência da leitura” no Brasil, um reconhecimento simbólico da calamidade pública na área, para chamar atenção para o problema.

Em entrevista ao GLOBO, Lucchesi destaca ainda a baixa média de livros lidos no país e o pequeno número de bibliotecas públicas, defedendo que elas cheguem também a hospitais e penitenciárias.

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