PISANDO EM OVOS – RICARDO NOBLAT – VEJA.COM

Regina Duarte entra no governo bem devagarinho

Cultura não se dirige, apoia-se

A atriz Regina Duarte e o presidente Jair Bolsonaro às vésperas das Eleições de 2018 Instagram/Reprodução

Nunca se viu um convidado para qualquer cargo de governo pedir para fazer antes um teste ou reservar-se ao direito de só entrar aos poucos, podendo desistir na última hora. Bem, mas o Brasil também nunca viu um governo como o de Jair Bolsonaro.

Ministros dão como certo que a atriz Regina Duarte aceitará o convite para substituir o filonazista Roberto Alvim na Secretaria de Cultura. Se isso acontecer, o que significa? Até que ela comece a mostrar serviço, apenas que o governo preencheu uma vaga aberta.

Regina terá autonomia para demitir quem Alvim nomeou? Terá autonomia para escolher quem bem quiser para pôr no lugar? Com sua aquisição, Bolsonaro estará disposto a rever sua estreita, marcadamente ideológica política cultural?

Em um Estado democrático, Cultura não se dirige, apoia-se, estimula-se, incentiva-se e respeita-se sua diversidade. É isso o que ele pretende fazer doravante? Já o disse a Regina ou ela já perguntou a respeito?

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