QUEM NASCE PARA CLOROQUINA, NÃO CHEGA Á VACINA – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS

O morto é o produto final. O vivo, a matéria-prima. Para alcançar a longevidade, basta esticar o processo de produção. Em tempos de pandemia, o primeiro passo é ignorar Jair Bolsonaro. Ele trata cloroquina como a cura da Covid. E desdenha do único remédio capaz de atenuar os danos: “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”

Há duas semanas, de passagem pelo Pará, Bolsonaro declarou que as mais de 100 mil mortes ocorridas no Brasil não existiriam se os doentes tivessem sido tratados desde o início com hidroxicloroquina.

Mesmo reafirmando que não há comprovação científica da serventia da cloroquina no tratamento de covid, Bolsonaro afirmou ser a “prova viva” de que o medicamento funciona.

Na prática, Bolsonaro declarou, com outras palavras, que o mundo é feito de imbecis, pois, dispondo de um remédio capaz de deter o coronavírus, permitiu que morressem mais de 750 mil pessoas.

Em relação à vacina, o presidente flerta com a auto-desmoralização. Liberou o Ministério da Saúde para investir verbas públicas na produção de vacina desenvolvida em Oxford. E desdenha do que já comprou.

A falta de nexo do presidente foi ecoada nas redes sociais pela Secretaria de Comunicação: “O governo do Brasil preza pelas liberdades dos brasileiros”. Tomando-se a vacina, a liberdade pode ser exercida em pé. Do contrário, mais dia, menos dia, acaba o dia a dia.

O Governo do Brasil investiu bilhões de reais para salvar vidas e preservar empregos. Estabeleceu parceria e investirá na produção de vacina. Recursos para estados e municípios, saúde, economia, TUDO será feito, mas impor obrigações definitivamente não está nos planos. pic.twitter.com/CpaTqK620v

— SecomVc (@secomvc) September 1, 2020

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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