Santos Cruz vocaliza insatisfação de grupo militar – COLUNA DO ESTADÃO

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A crítica do general Santos Cruz tornou público o desconforto de um grupo militar (ainda pequeno, porém influente) com o isomorfismo cada vez maior entre as Forças Armadas e o governo Bolsonaro. A chegada de mais um fardado de alto escalão ao Planalto, o general Braga Netto, é simbólica deste momento. A ideia, segundo palacianos, é colocar o máximo de militares em cargos nos Estados. Santos Cruz vocalizou o temor de a “instituição” ser confundida com posições extremadas do presidente e ataques a outros Poderes, diz um interlocutor.

RH. Para os Estados, o plano é aliar um perfil gestor, disciplinado e leal a um bom currículo. Até o momento entraram nesse escalão coronéis e capitães. De acordo com um articulador dessa frente, “o Exército é um banco de talentos e o general Pujol (comandante) tem consciência disso”.

Deu… Ao menos dois generais (talvez três) importantes e influentes fecham posição com Santos Cruz.

…ruim. Um dos motivos da fadiga também é o uso excessivo das tropas em funções não compatíveis com a natureza das Forças.

Contexto. No Twitter, Santos Cruz chamou de “irresponsável” o compartilhamento de montagem com fotos de militares como o vice Hamilton Mourão e o ministro do GSI, Augusto Heleno, acima da frase: “Fora Maia e Alcolumbre”.

Contexto 2. “Não confundir o Exército com alguns assuntos temporários. O uso de imagens de generais é grotesco”, disse o ex-ministro em sua rede social.

Chamada. A imagem conclama para as manifestações pró-governo marcadas para o próximo dia 15, um domingo.

Como é. Só no Planalto são três generais de quatro estrelas. Cargos nas superintendências regionais, em outros governos, eram postos importantes de negociação com os partidos.

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