SE O BRASIL TIVESSE CHANCELER, ELE PROCURARIA BIDEN – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS


Jair Bolsonaro já declarou que ama Donald Trump. Em resposta, o presidente americano emite sucessivos sinais de que diplomacia não é coisa para amadores. Baixou decreto reduzindo o limite para a compra de aço produzido no Brasil.

Antes do decreto, o Brasil se equipava para vender aos Estados Unidos no último trimestre de 2020 algo como 350 mil toneladas em aço semiacabado. Com as restrições impostas por Trump, estima-se que serão embarcadas 60 mil toneladas.

Trump anotou no seu decreto: “Estados Unidos e Brasil terão novas negociações em dezembro de 2020 para discutir a situação do comércio de aço entre os dois países à luz das condições de mercado que estiverem prevalecendo naquele momento.”

O eleitor americano vai às urnas em novembro. A reeleição de Trump deixou de ser um passeio. Ou seja: a negociação de dezembro sobre aço pode ser travada com outro interlocutor.

Se o governo brasileiro tivesse um chanceler, ele já estaria negociando uma aproximação com Joe Biden, o rival democrata de Trump. Em política externa, nada interessa senão o interesse nacional. Amor é para amadores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

SE O BRASIL TIVESSE CHANCELER, ELE PROCURARIA BIDEN – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS
Rolar para o topo