SOB CRISE, MAIA E BOLSONARO TRAVAM JOGO DE EMPURRA – JOSIAS DE SOUZA, BLOG DO JOSIAS

Discursando para empresários nos Estados Unidos, o presidente da República declarou: “Conversei ontem rapidamente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ele falou que apesar de alguns atritos, que é muito normal de acontecer na política, a Câmara fará sua parte buscando a melhor reforma administrativa e tributária.”

Para não correr o risco de martelar o próprio dedo, Maia respondeu como o sujeito que prega um prego segurando o cabo do martelo com as duas mãos. “Nós estamos prontos para ajudar, como colaboramos no ano passado com toda a agenda de reformas. […] Acho que o governo precisa comandar esse processo, deixar claro para todos os atores da sociedade, para os outros dois poderes, o que que pensa e de que forma a gente pode ajudar.”

O ministro Paulo Guedes (Economia) também se esforçou para encostar a crise no Congresso: “Se fizermos as coisas certas, o Brasil reacelera. Se fizermos as coisas erradas, o Brasil piora. O mundo está descendo, o Brasil está reacelerando. Nós precisamos das reformas.” E Maia: “Eu acho que as reformas ajudam, mas certamente elas não são o único ponto para solucionar os danos da crise.”

Cada vez que uma autoridade de Brasília insinua que o problema não é dela, fique mais evidente que esse tipo de atitude já é um imensurável problema. No caso de Bolsonaro e Guedes, um detalhe potencializa o ridículo da tentativa de fuga: ambos cobram do Congresso até a aprovação de reformas que ainda não enviaram —tributária e administrativa, por exemplo.

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