Um governo em fim de linha – RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

Cloroquina nele!

Jair Bolsonaro durante uma conferência de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília Andressa Anholete/Getty Images

O paciente número um do coronavírus no Brasil foi o presidente Jair Bolsonaro. Sua reeleição parece cada vez mais distante. E por mais que ele queira livrar-se dos estragos produzidos pelo vírus, não escapará. Seu mandato inspira sérios cuidados.

No dia em que ele se apresentou mais uma vez ao país, e desta em versão light para horror do gabinete do ódio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal, aplicou-lhe mais um esculacho. Bolsonaro está proibido de revogar ordens de governadores.

O paciente número dois do coronavírus foi o ministro Paulo Guedes, da Economia, ex-Posto Ipiranga. Tudo o que ele planejou fazer com o país desce pelo ralo e não haverá retorno. Reformas e ajustes nas contas públicas ficarão para o seu sucessor.

A Câmara dos Deputados deverá votar, hoje, um pacote de alívio financeiro de curto prazo para os Estados. A contrapartida? Nenhuma. Guedes chama o pacote de uma bomba fiscal da ordem de R$ 180 bilhões. Bomba que explodirá no colo dele.

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