Voo no escuro e sem instrumentos – RICARDO NOBLAT, VEJA.COM

Seja o que Deus quiser

Por Ricardo Noblat – 

Um analista do laboratório Fiocruz, instituto de pesquisa em saúde pública, no Rio de Janeiro, com uma amostra de muco a ser testado para o COVID-19 Carl de Souza/AFP

O Ministério da Saúde continua voando no escuro à caça do coronavírus e sem auxílio dos instrumentos necessários. A falta de testes em massa o impede de saber ao certo quantos brasileiros foram infectados, quantos morreram e quantos poderão morrer.

Outro dia, o ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou a compra de 22,9 milhões de kits de testes. Até agora, apenas 904.872 foram entregues, segundo o jornal O Globo (4% do total). E desses, menos de 63 mil foram aplicados.

Só em julho, o país deverá alcançar a marca de 40% do montante previsto. Numa lista de 15 países, o Brasil é o lanterninha na aplicação de testes. Enquanto faz 297 testes por cada um milhão de habitantes, o Irá faz 2.755 e os Estados Unidos, 7.1091

O país campeão em número de testes aplicados é a Alemanha – 15.730 por cada um milhão de habitantes.

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